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A TIC Saúde 2025, produzida pelo Cetic.br/NIC.br, apresenta um panorama atualizado da transformação digital nos estabelecimentos de saúde brasileiros, abordando infraestrutura tecnológica, prontuário eletrônico, interoperabilidade, telessaúde, segurança da informação e adoção de tecnologias emergentes. Nesta edição, a Inteligência Artificial (IA) ganha maior protagonismo, com indicadores ampliados sobre tipos de ferramentas utilizadas, aplicações e barreiras à adoção.
A publicação adota uma abordagem institucional e técnica, baseada em pesquisa estatística nacional. A IA é analisada como instrumento de apoio à gestão clínica, organização de processos, segurança digital e melhoria da assistência, ressaltando que sua expansão depende da qualidade dos dados, da integração dos sistemas de informação e do fortalecimento da governança digital na saúde.
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- A pesquisa amplia significativamente a análise sobre Inteligência Artificial, investigando tecnologias utilizadas, aplicações práticas e obstáculos à adoção nos estabelecimentos de saúde.
- 18% dos estabelecimentos de saúde utilizavam IA em 2025, com maior incidência em hospitais com mais de 50 leitos (31%) e em serviços de apoio à diagnose e terapia (29%).
- Entre as instituições que utilizam IA, predominam modelos generativos de linguagem (76%), seguidos por mineração de texto (52%) e automação de fluxos de trabalho (48%).
- As principais aplicações da IA concentram-se na organização de processos clínicos e administrativos (45%), melhoria da segurança digital (36%) e aumento da eficiência dos tratamentos (32%).
- A integração à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) alcançou 44% dos estabelecimentos, indicando avanços na interoperabilidade, embora a fragmentação dos sistemas permaneça um desafio relevante.
- A infraestrutura digital encontra-se praticamente universalizada, mas práticas de segurança da informação e adequação à LGPD ainda apresentam níveis insuficientes de adoção.
- Persistem barreiras importantes à adoção da IA, especialmente custos elevados, disponibilidade limitada de dados, qualificação profissional e preocupações relacionadas à privacidade.
O relatório possui abordagem institucional, técnica e estatística, fundamentada em pesquisa nacional conduzida pelo Cetic.br e apoiada por ampla rede de especialistas em saúde, informática em saúde e políticas públicas. Seu objetivo principal é acompanhar a evolução da transformação digital do setor, oferecendo indicadores comparáveis ao longo do tempo e alinhados às agendas internacionais de saúde digital.
A edição de 2025 representa um avanço relevante ao aprofundar a análise da Inteligência Artificial. Diferentemente das edições anteriores, a pesquisa passa a caracterizar não apenas a presença da IA, mas também os tipos de ferramentas empregadas — incluindo IA generativa —, suas aplicações concretas e os fatores que dificultam sua disseminação. O documento enfatiza que infraestrutura digital, interoperabilidade, governança de dados e segurança da informação constituem requisitos indispensáveis para o uso responsável dessas tecnologias.
Embora a pesquisa reconheça a rápida expansão da IA generativa, sua ênfase permanece voltada às condições estruturais de adoção, explorando menos os impactos clínicos, econômicos e regulatórios decorrentes da utilização dessas ferramentas. Também há menor aprofundamento sobre avaliação de desempenho dos modelos, responsabilidade algorítmica e validação clínica, temas que tendem a ganhar importância à medida que a IA se difunde na prática assistencial.
- A Inteligência Artificial deixou de ocupar posição periférica e passou a integrar de forma mais consistente a agenda da transformação digital dos estabelecimentos de saúde brasileiros.
- A adoção da IA permanece concentrada em organizações com maior capacidade tecnológica e organizacional, indicando desigualdades de maturidade digital entre diferentes tipos de estabelecimentos.
- A predominância de modelos generativos de linguagem demonstra que a IA generativa já se tornou a principal porta de entrada dessa tecnologia no setor de saúde.
- O fortalecimento da interoperabilidade, exemplificado pela expansão da integração à RNDS, constitui elemento estratégico para ampliar aplicações futuras de IA baseadas em dados clínicos.
- Os principais entraves à expansão da IA na saúde brasileira são institucionais e organizacionais — qualidade dos dados, governança, qualificação profissional e segurança da informação — mais do que limitações da própria tecnologia.
A TIC Saúde 2025 evidencia que a transformação digital da saúde brasileira alcançou um novo estágio de maturidade. A infraestrutura tecnológica encontra-se amplamente consolidada, a oferta de serviços digitais continua crescendo e a Inteligência Artificial passa a ocupar posição estratégica nas iniciativas de inovação dos estabelecimentos de saúde. A ampliação dos indicadores específicos sobre IA representa um dos principais avanços metodológicos desta edição.
Para o campo da Inteligência Artificial, o relatório demonstra que a expansão sustentável dessas tecnologias dependerá da consolidação de um ecossistema baseado em interoperabilidade, qualidade dos registros eletrônicos, proteção de dados, segurança cibernética e capacitação das equipes de saúde. A rápida difusão da IA generativa amplia oportunidades para ganhos de eficiência administrativa e apoio clínico, mas também exige mecanismos robustos de governança e uso responsáve
O eixo central do documento é que a IA deve ser compreendida como parte de uma estratégia mais ampla de saúde digital. Seu potencial transformador está condicionado à integração entre tecnologia, dados, processos assistenciais e governança institucional, permitindo que a inovação fortaleça simultaneamente a qualidade da atenção, a eficiência operacional e a sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro.